Um município ou um empreiteiro que compra luminárias LED de iluminação pública recebe normalmente propostas que põem a potência em primeiro lugar. A potência diz quanto a luminária consome, não quão bem ilumina a estrada. Duas luminárias de 150 W podem diferir 30 % no fluxo luminoso, e muito mais na forma como essa luz chega à via. Esta lista explica o que comparar, o que pedir e o que medimos no nosso próprio laboratório fotométrico antes de uma luminária SEGA M sair da fábrica.
1. Compare a eficácia da luminária, não a do LED
A eficácia luminosa é o fluxo luminoso dividido pela potência, em lúmens por watt (lm/W). O valor que conta é o da luminária completa, medido com o driver, a ótica e o vidro. As fichas dos chips LED apresentam valores muito mais altos que nunca chegam à estrada. Peça o fluxo e a potência medidos da luminária e calcule os lm/W por si.
Como referência, a nossa luminária Pacific fornece 13.260 lm com 105 W, ou seja 125 lm/W para a luminária completa, e 17.255 lm com 150 W.
2. A distribuição da luz conta mais do que o fluxo total
Uma luminária de iluminação pública deve iluminar a faixa de rodagem e o passeio, não as janelas nem o céu. A forma do feixe depende da ótica: lentes, refletores e ângulo da luz. Duas luminárias com o mesmo fluxo podem dar resultados muito diferentes numa estrada de 7 m com colunas a cada 30 m.
A única comparação fiável é um cálculo luminotécnico. Peça a cada fornecedor os ficheiros fotométricos (IES ou LDT/EULUMDAT) medidos em goniofotómetro e use-os no DIALux ou num software semelhante com a sua via real: largura, número de faixas, altura de montagem, espaçamento, comprimento do braço e inclinação. Compare os resultados com a classe de iluminação exigida para a via (por exemplo as classes M e P da EN 13201 ou da CIE 115).
3. Temperatura de cor e restituição de cor
- 4000 K (branco neutro) é a escolha mais comum para vias principais.
- 3000 K (branco quente) adequa-se a ruas residenciais, centros históricos e zonas próximas da natureza, com menos luz azul.
- 6000 K (branco frio) ainda é pedido em alguns projetos de autoestradas e zonas industriais.
Um índice de restituição de cor (IRC ou Ra) de 70 é aceitável para estradas; 80 ou mais ajuda em zonas pedonais e onde as câmaras precisam de cores reais.
4. IP, IK e corpo da luminária
Uma luminária de iluminação pública vive muitos anos ao ar livre, com chuva, poeira, calor e vandalismo. Exija no mínimo IP65 nos compartimentos ótico e do driver, e IK08 contra impactos (5 joules). Os corpos em alumínio injetado afastam o calor dos LED, e é o calor que encurta a sua vida. Pergunte como o corpo é protegido: um pré-tratamento antes da pintura a pó resiste muito melhor à corrosão em locais costeiros e húmidos. O nosso guia de índices IP explica estes códigos em detalhe.
5. Driver, fator de potência e proteção contra sobretensões
- Fator de potência acima de 0,95 para manter a rede eficiente. As nossas luminárias Pacific e Rocky medem entre 0,98 e 0,99.
- Proteção contra sobretensões: linhas aéreas longas e descargas atmosféricas causam sobretensões que destroem os drivers. Peça a resistência em kV entre fases e entre fase e terra, e acrescente um descarregador separado onde a rede for fraca.
- Gama de tensão: em muitas redes de África e do Médio Oriente a tensão varia muito. Pergunte pela gama de funcionamento do driver.
- Regulação e controlo: se prevê redução noturna ou telegestão, acorde desde o início o tipo de driver e o conector.
6. Documentos a pedir
- Ficheiros fotométricos (IES/LDT) medidos em goniofotómetro, por modelo e temperatura de cor
- Um cálculo luminotécnico da sua via, assinado pelo engenheiro do fornecedor
- Relatórios de ensaio de fluxo luminoso, eficácia, IP e IK
- Ficha do driver com resistência a sobretensões e gama de tensão
- Homologações exigidas pela empresa de eletricidade ou pelo município
- Condições de garantia por escrito
Substituir as antigas lâmpadas de sódio
Muitas cidades substituem luminárias de vapor de sódio de alta pressão por LED. As luminárias LED fazem normalmente o mesmo trabalho com uma fração da potência, mas a potência LED certa deve sair de um cálculo luminotécnico sobre as colunas existentes, não de uma tabela de conversão. Tenha em conta o espaçamento: se as colunas estão muito afastadas, uma ótica de feixe largo e plano conta mais do que lúmens adicionais.
As luminárias de iluminação pública da SEGA M
A SEGA M projeta e fabrica luminárias LED de iluminação pública no Egito. A Pacific (105 W e 150 W, IP65, IK08, alumínio injetado, lentes PMMA com proteção em vidro temperado) é o nosso modelo robusto para autoestradas e vias principais, e a Pacific 150 W está homologada pela CIE, a empresa de eletricidade da Costa do Marfim. A Rocky (105 W e 150 W, com ou sem vidro) serve vias principais e ruas urbanas. Ambas existem em 3000 K, 4000 K e 6000 K.
O nosso laboratório, acreditado pelo EGAC segundo a ISO/IEC 17025 para medição de luz, IP e IK, mede cada modelo em goniofotómetro e fornece os ficheiros fotométricos. Envie-nos o perfil da sua via e fazemos o cálculo luminotécnico por si.
Perguntas frequentes
Que eficácia deve ter uma boa luminária LED de iluminação pública?
Compare valores da luminária completa. Muitas boas luminárias atingem hoje 110 a 130 lm/W; a Pacific 105 W da SEGA M mede 125 lm/W.
Qual a melhor temperatura de cor para iluminação pública?
4000 K é a mais comum em vias principais. 3000 K é preferida em zonas residenciais e sensíveis.
Porque preciso de ficheiros fotométricos?
Permitem calcular os níveis reais de iluminação na sua via com um software como o DIALux. Sem eles não é possível comparar luminárias de forma justa.
Que índices IP e IK deve ter uma luminária de iluminação pública?
No mínimo IP65 e IK08 em vias normais; IP66 em locais muito expostos ou costeiros.







